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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Entrevista de emprego - Parte 2


(foto retirada da internet)

Quando a vi na sala de espera, o meu coração disparou. Reparei que ela ficou nervosa por me ver, o que talvez fosse um bom sinal. Tive vontade de mandar as candidatas todas embora, a minha assistente, e chamá-la para entrar na minha sala, mas não podia ser. Tinha de fazer as entrevistas em termos e concentrar-me para não dar muito nas vistas.

Enquanto abria a porta para uma candidata entrar, ou sair, fitava-a, e ela a mim. Estava linda, de uma forma clássica e com bom gosto. Aquela saia cinzenta ficava-lhe muito bem, contornando aquelas coxas roliças, e ia ficar ainda melhor depois que eu a amarrotasse com as minhas mãos.

Tentei despachar as candidatas o mais rápido que pude e, antes de ela entrar, dispensei a minha assistente, com calma, e tentando não dar muito nas vistas. Eram quase horas de almoço e foi uma boa desculpa.
Ela estava cada vez mais nervosa, e via isso a cada passo que ela dava em direcção à porta do meu gabinete. Sentia o seu perfume cada vez mais perto de mim, e isso enlouquecia-me. Um misto de lembranças criou um turbilhão na minha cabeça e o meu membro já começou a dar sinais.

Fechei a porta atrás dela e, quando me dei conta, ela já sorvia a minha boca e tinha uma perna à minha volta. Esta mulher dava cabo de mim! Fazia-me esquecer completamente a vida enfadonha que vivia, entre uma mulher que não me dava carinho, as contas que tinha para pagar, as idas ao ginásio apenas para libertar este fogo que tinha dentro de mim.

Encostei o meu pau à vulva dela, para que sentisse como ela me deixava louco. As calças não apertavam muito, pois eram de fato, mas a tenda já estava mesmo armada e agora tínhamos de resolver o assunto. Nunca fui de perder tempo, sobretudo quando já sei em que pé as coisas estão e, enquanto a gente se beijava, eu já enfiei a mão dentro das cuecas dela e senti que estava completamente molhada. Passei o dedo no grelo dela e ouvi-a dar um gemidinho meio que contido e deu-me uma mordida no lábio.

Tranquei a porta, só para garantir, peguei nela pelas nádegas e levei-a para cima da mesa.

(...)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Cuidado com o que desejas



(imagem retirada da internet)

Noites longas. Uma multidão de gente à minha volta. No meio das pessoas consegue-se quase perceber a situação que estão a passar naquele momento. A situação interior. A que não deixam que ninguém veja, mas que querem a todo o custo que seja entendida por alguém até desconhecido. Numa destas noites, foi-me apresentado o rapaz. Nem me lembro a que propósito. Mas não me esqueço, sim, que num instante algo cá dentro me fez parar no tempo. Desconcentrar. Olhar para o lado, fechar os olhos, voltar a olhar para ver se ele ainda estava lá. E estava. Era real. Giro e atraente, nos meus bons termos. Apostei que ele teria cerca de vinte e três anos de idade, mas estupidifiquei-me quando soube de fonte directa que afinal ainda ali rebentavam os dezassete. Como que uma faca a trespassar-me o coração, morri por dentro e congelei por fora, mantendo um sorriso de frustração. De facto, as feições dele não aparentavam a idade que tinha. Há aqueles que parecem mais novos e aqueles que parecem mais velhos. E estes têm sempre a particularidade de ostentar traços masculinos que normalmente só se vê em capas de revista. Enfim, o pormenor da idade interessou-me para saber com que tipo de mentalidade estaria a lidar, pois mesmo para desenvolver uma conversa teria de me adaptar, como um professor se adapta às várias faixas etárias dos seus alunos. E novamente, este seria mais um "filho" para a minha colecção. Entenda-se um "filho" como um daqueles amigos da noite, que vamos vendo com alguma regularidade, que vamos sabendo com quem andam e dos sucessivos desgostos amorosos que apanham, que vamos abraçar e reconfortar quando se sentirem sozinhos e abandonados, que iremos piscar o olho em tom de sinal único que só nós os dois conhecemos, a quem perguntaremos o que se passa quando os sentirmos apáticos.
                Mas apatia foi coisa que nunca vi neste gajo. Nas várias noites que foi aparecendo ao pé de mim, estava sempre bem disposto, pulava, gritava... e fazia questão de me tirar o ar sério da cara. Eu ali a tentar manter uma postura sarcástica, e ele a fazer-me cócegas. Tentava responder da mesma forma, mas ele fugia. Com o passar do tempo, fomo-nos conhecendo um pouco melhor, já fora do ambiente habitual. O espanto que era saber que naquela cabeça jorravam litros de cultura sobre determinados assuntos que para mim também eram interessantes. Cativou-me muito por isso. Tive de pensar sozinho várias vezes em como eu próprio teria de ter cuidado com o que desejava. E sim, eu desejava-o. Mas não sei bem como... Seria a nível sexual? Não. Seria a nível emocional? Não. Seria a nível afectivo, querendo-o como um amigo no meu muito fechado círculo de amigos? Talvez, mas duvido um pouco, porque não se coadunava com os restantes. Era, portanto, uma espécie à parte. Uma espécie a manter. Um rapaz a enjaular com uma grilheta e manter enclausurado para sempre numa cave, onde eu visitaria quando necessitasse de me lembrar que há pessoas muito novas que ainda pensam e agem com todos os parafusos.
                Apaixonei-me, sim. Mas apaixonei-me sem reacção, sem nada fazer. E sem nada querer sentir. Queria-o para mim, sabendo que jamais poderia ser meu. Queria não fazer amor com ele, pois sabia que jamais seria para sempre. Desejei-o desde o primeiro momento em que o vi. E continuei a desejá-lo, mesmo sabendo que tal desejo alguma vez fosse desaparecer. Não o esqueci, nunca. Mantive-o aqui dentro, como uma memória, pois aqui dentro tudo é possível. Tudo é infinito. E aqueles momentos que pareciam caminhar para o impossível guardaram-se, como quem escreve um livro.

*****

5 ANOS DEPOIS...

*****

                Circulava eu em direcção a casa, passando pelas avenidas já quase desertas da cidade, quando o telemóvel apita e recebo uma mensagem. Era o rapaz, a perguntar se era eu que ia naquele carro. Respondi prontamente e estacionámos perto dali, num sítio mais isolado. Eu cheguei primeiro, por isso fiquei com aquela expectativa de ver a cara que já não via há vários anos. E fiquei estupefacto ao notar que algo estava diferente, mas não muito. Acho que noutra situação não o reconheceria. E sim, era mesmo ele. Senti o coração a bater a mil à hora. Em poucos segundos, perguntei-me se ele estaria igual, se ele me iria fazer cócegas, se me iria falar do que tinha andado a fazer este tempo todo, se me ia tocar nos braços e empurrar-me como sempre fazia. E como os amigos normais que se costumam ver com regularidade, olhou para mim, pegou no tabaco e nas chaves do carro e veio para o meu carro, para o lugar do pendura. Reagi naturalmente, como se nada fosse.
                - Então? - gritou ele. - Há tanto tempo que não te via, que não sabia nada de ti!
                - Pois, é verdade. Acontece... Estás mais gordo.
                - Eu não estou mais gordo, estou crescido. Eu cresci.
                - Desculpa?... Eu conheço essas pernas. Estás mais gordo e ponto final.
                Na verdade, estava só um bocadinho... preenchido, digamos. Porque quando o conheci, a estatura dele era bem magra. Não muito alto, mas magrinho. As feições eram as mesmas, mas mais... masculinas. De facto, tinha crescido. Lamentou-se com o facto de não andar a fazer exercício físico. E que então seria por isso que o corpo dele não estava cuidado, mas que iria tratar disso assim que tivesse tempo. Mal sabia ele o quanto eu o preferia assim. Assim... ou de qualquer maneira. Mas a minha função aqui sempre foi olhar, observar, ouvir, aturar. Cada vez que estava com ele, sentia-me perseguido por placas amarelas e vermelhas, a voar à volta dele com asas de anjinhos e com letras bem garrafais "NÃO MEXER", "ATENÇÃO! REDE ELECTRIFICADA!", "NÃO É PERMITIDA A ENTRADA A PESSOAS ESTRANHAS AO SERVIÇO", "CUIDADO COM O CÃO"... Do género: olha, mas não toca. E sempre respeitei essa regra. Ignorei sempre se na realidade queria mais do que isso ou não. E afinal, o que seria o "mais"?
                E ele falava, falava, falava. Eu respondia serenamente. Respeitando o espaço de cada um. Foram poucos os minutos até eu ouvir a afirmação:
                - Nem sei porque é que passámos tanto tempo sem falar...
                E de repente as placas evaporam-se. Até parece que consegui ouvir o som de bolhas a rebentar sucessivamente. Arregalei os olhos e procurei uma justificação plausível para responder e cortar o silêncio que se instalou. Retorqui com o facto de já não frequentar tais meios e fui interrompido com o facto de ele ter estado numa relação durante algum tempo, mas que agora estava solteiro. E que assim queria estar. Alívio. Confesso que não esperava ouvir aquela afirmação, pois não tomei em consideração que, da mesma forma que não o esqueci, ele também não se esqueceu de mim.
                A forma de falar que ele tem deixa-me sempre abananado. Ora é capaz de estar a dizer uma piada com um ar muito sério, à espera que eu entenda depressa e que me desfaça em risos. Por outro lado, também consegue em micro-segundos exprimir-se de forma eloquente e, claro está, fazer-me rir quase sem motivo. É essa a grande particularidade. Aquela boa disposição que me é atirada sem esperar nada em troca. Fazia-o mesmo por gosto. E eu começava a sentir-me incomodado. O meu riso já estava a ser forçado; então, para não parecer estranho, parti para assuntos profissionais e familiares. São sempre coisas sobre as quais não há muito para rir. Perdemo-nos durante mais de uma hora naqueles assuntos, entre cigarros e cigarros. Ele já andava a fumar demais; dois por cada um que me apetecia. Já estávamos ali desde as duas da manhã e eram agora cerca das quatro e meia. Os assuntos considerados normais estavam já esgotados. Mas nem eu insisti em demonstrar o quão cansado estava, nem ele se dignou a dizer que tinha de ir embora. Eu queria ir-me embora. Mas... não queria sair dali. Ou melhor, não queria que ele saísse dali. Por momentos, passou-me pela cabeça dar-lhe uma marretada, enfiá-lo na bagageira, pegar fogo ao carro dele mesmo sem motivo aparente, e fugir do país, sem destino. Agora serias meu e só meu.
                Eram poucos os momentos de silêncio, mas sem dúvida este vinha mais da minha parte. Eu continuava sempre a manter a postura de observador. E percebi algo que não tinha percebido antes. Ao olhar para ele, quando virava a cara para o lado, reparei nos pormenores. As sobrancelhas carregadas, o cabelo espetado, a barba serrada por fazer há dois dias, o nariz pequenino, os olhos grandes e profundos, rodeados pelas pestanas negras, o queixo firme com a mandíbula que não parava quieta. Ele falava, falava, falava e eu pensava para mim "Foda-se, parece o Colin Farrell!". Às tantas, tal eu me fixei nesse pensamento, que já me imaginava a chamá-lo por esse nome! O actor tem aquele ar de "cabrãozinho sem dó" e o meu Colin era como que a personificação adolescente do actor. Talvez pela sua incansável aptidão para gozar com todas as conversas. Mas que até aqui pareciam amistosas.
                De todo, o jogo deu uma grande volta. Assim que começou a conversa das experiências sexuais passadas. Passada meia hora, estava eu a meter o cotovelo entre as pernas para esconder uma de várias tesões que ia tendo ao longo do tempo. Ele estava mais atento do que eu pensava e no meio das confissões que nada me interessavam, perguntou:
                - Porque é que estás assim com o braço? - apontando.
                - Para sentir o mínimo de conforto. - respondi eu, como se tal fosse verdade.
                E continuei a ouvi-lo, com o queixo apoiado na outra mão, olhando. De vez em quando, sentia o solavanco por ele me bater no braço direito enquanto que falava, como um acréscimo de atenção. Ao fim de tantos solavancos, deixei o braço cair para cima da perna dele, facto que ia justificar como uma interrupção para fumar um cigarro. Mas não tive a oportunidade para me exprimir, pois assim que a mão caíu em cima da perna, foi logo agarrada pela mão dele. Deixei-me estar. Agora olhava para as mãos dele: uma que gesticulava como que a indicar onde fica a Noruega, o Congo, a China e a Argentina, e a outra a segurar a minha. Em poucos minutos, já um dedinho estava a massajá-la, suavemente. Não demorou muito até que os ânimos se exaltassem e os toques corporais aumentassem para um quase abuso. Desde as carícias faciais às massagens nas pernas, muito perto dos genitais. Pelo meio as brincadeiras das cócegas, que levam sempre a um aperto dos braços, que por sua vez levam a um puxar do pescoço e que por fim se colmatam num olhar provocador que despoleta um beijo. Mas não um curto. Um longo, molhado, quente beijo. Seguido de outros tantos. Calmo, sedutor, sedoso. E quando parecia que ia acabar, revelava-se outro mais forte, sugante, bruto. A provocação continuava com o afastar da boca, metendo a língua de fora como quem diz "Queres? Então vem cá buscar...". E os beijos persistiram durante quase uma hora. Até ao raiar do sol! Com direito a público, que se dirigia para os respectivos locais de trabalho. Podiam claramente perceber o que se passava dentro do carro. Mas também não era nada demais; só dois gajos a curtir um com o outro. O pior seria se percebessem que ao mesmo tempo que nos beijávamos, também apalpávamos as pilas um do outro, por cima da roupa. E estavam ambas bem erectas.
                A partir daqui a coisa tornou-se muito pessoal. O relato de experiências de ambos os lados já estava a surtir um efeito de comparações no âmbito do "e se...". Começaram a surgir as questões começadas por "e se..." que se foram intensificando. Verificou-se um grande interesse da parte dele por saber como é que eu desempenhava o meu papel no sexo. Expliquei exactamente como é a minha postura em várias situações e como é que eu encaro o sexo. Fui interpolado pela pergunta:
                - Se fosse comigo, como é que achas que ia ser?
                Pensei por uns instantes, olhando para o horizonte. Voltei o olhar para ele e disse:
                - Acho que não iria tirar os meus olhos dos teus. Tenho a certeza disso.
                - Ah é?... Parece-me bem. - resposta pouco evasiva dele.
                Levantei o sobrolho. Apercebi-me do quão longe já ia a conversa e do risco que eu estava a pisar. Onde estão as placas imaginárias quando precisamos delas?! Mas agora era tarde, porque:
                - Queres ir dormir comigo?
                - Dormir contigo? - retorqui. - Como assim? Agora?
                - Sim, íamos aí para um sítio qualquer, uma daquelas pensões.
                De facto, o meu cansaço era tanto que se visse uma cama iria mesmo dormir. E sei que talvez não fosse bem esse o propósito daquela pergunta. E não era, claro que não. De tal forma estava a conversa quente, já tinha perdido o número de vezes que as calças me pareceram apertadas, tudo indicava que eu e ele íamos partir para uma cena de sexo.
                E acordei para a vida. Eu sabia que se fosse naquele momento, a coisa não ia correr tão bem. Prontamente, sugeri-lhe que o fizéssemos no dia seguinte, precedido de um jantar a dois. Teve de ser, eu senti que com ele não podia ser sem mais nem menos, a coisa tinha de ser especial. Ele prontamente aceitou. E ficou combinado.

*****

                Acordei com ele no pensamento. Podia ter sido um sonho. Mas não era. Aqui estava eu, prestes a ter um encontro significativo com o Colin Farrell. O meu Colin Farrell. O meu Colin Farrell privado. A minha mente prendia-se ao receio. Ao receio de querer e não querer. Ao receio de viver o que quis, talvez, viver antes. Ao receio de chegar ao momento e dizer que era melhor "isto" não acontecer. Mas principalmente ao receio de que não corresse bem. Conforme foi combinado, ia telefonar-lhe daí a cerca de uma hora. Qual não foi o meu espanto quando vi uma chamada não atendida dele. Sorri, mas abateu-se-me a ideia de que ao ligar-lhe de volta iria ouvir uma desculpa para o cancelamento do encontro. Respirei fundo e liguei. Surpreendi-me, pois o encontro mantinha-se tal e qual fora planeado, sem qualquer alteração nem condição. Fiquei contente por não me enganar no carácter do Colin. Tinha-o em conta. E ele assim se fez valer. Combinámos o local onde nos iríamos encontrar e a hora, ao mesmo tempo que ocupávamos o tempo ao telefone com assuntos banais.
                Como seria de mim prever, sofri um atraso a arranjar-me. "Pior que as gajas". Mas o motivo era válido. Eu não ia sair com um qualquer. Ia sair com o Colin! Não é que tenha feito mais do que o normal, mas sem dúvida perdi mais tempo a lavar-me, vestir-me, pentear-me, ver cada pormenor. Para além do tempo sentado na cama em toalha de banho, a olhar para o chão e a pensar no insólito que estava a acontecer. A tentar disfarçar com uma postura de "é normal, não tem nada de mais"... Nem esperava que ele fosse reparar em algo em mim a nível físico, alguma particularidade, nem me preocuparia com isso fosse com quem fosse sair. Dei mais atenção à minha cara, pois era essa que eu queria evidenciar. Porque também não fazia ideia se iria evidenciar mais alguma parte do corpo. Foi aí que percebi que... não sabia o que ia acontecer. Qualquer pessoa "saberia" à partida no que ia dar. Mas mantive sempre o pé atrás sobre isso. O melhor é nunca criar expectativas. Quanto mais natural uma pessoa se sentir, melhor será a recordação de um momento bem passado. Sem julgamentos. Sem contradições interiores. Sem vontade de mais nem menos.
                Liguei-lhe novamente quando estava a entrar no carro... uma hora depois do que tínhamos combinado! Mas, afinal, eu não era o único atrasado para o encontro. Passada cerca de meia hora, reencontrámo-nos. A minha curiosidade prendeu-se ao facto de ele ter vindo com um boné na cabeça. Mal sabia ele o quanto eu apreciava tal pose. Vinha com calças daquelas largas, à "chunga", ténis espampanantes e coloridos. Levei-o a um restaurante que conhecia e onde se comia muito bem. No caminho, cada vez mais caía na realidade do momento que estava a ter. Só o facto de ele estar ali ao meu lado fez valer tudo. De vez em quando observava-o. Apanhava-o distraído. Continuava a falar, a falar e a falar. Parecia perdido. Durante a refeição aproveitámos para colocar mais conversa em dia, actualizando os assuntos familiares, pessoais, profissionais. No final, ao sair, ainda ficámos no carro a ouvir música e, claro, a falar, a falar e a falar. Acedemos a uma aplicação para pesquisar hotéis e escolhemos um que eu, por acaso, já conhecia e que estava com um preço muito acessível. Ele nem tinha a noção de que é possível passar a noite num hotel a preço mais barato que numa pensão. E com certeza o conforto e as condições são indiscutíveis. Surgiu a dúvida se durante a noite não teríamos fome e, por isso, passámos num hipermercado para comprar algumas porcarias. Trouxemos um pacote de chá gelado, alguns pacotes de leite com chocolate, doughnuts e outros biscoitos.
                Ao chegarmos ao hotel, cerca das dez da noite, e após o "check-in", subimos para o quarto, que ficava no final do corredor. Espaçoso. Cama gigante (seleccionámos essa opção quando fizémos a reserva...). E o melhor de tudo: tinha varanda. Assim não teríamos de sair cada vez que quiséssemos fumar. A casa de banho tinha banheira, espaçosa o suficiente para nos deitarmos lá os dois. Apetecia-me fazer isso. Apetecia-me ter o corpo dele encostado ao meu, sentir as costas dele apoiadas no meu peito, posição através da qual poderia observar de cima o pescoço dele e trincar-lhe as orelhas, sem hipótese de fuga. Mas tal, infelizmente, não aconteceu. Percebi que criei essa expectativa, e que nem tudo acontece como "sonhamos". Pensei que, estando já ali os dois, tudo poderia acontecer. Mas o acontecimento já estava a ter lugar. Largando os nossos pertences, dirigimo-nos para a varanda. Fumar. Apreciar a fabulosa vista. Conversar sobre assuntos banais. O habitual. A temperatura do quarto era bem mais agradável e não tardou muito a nos refugiarmos lá dentro. Despi o casaco e coloquei-o num pequeno sofá que permanecia num canto, como que um voyeur que nos estivesse a pagar para ver "alguma acção". O Colin colocou aqui também o seu casaco. Montei os aperitivos que trouxemos em cima da comprida mesa que ficava à frente da cama. A televisão permanecia ligada num canal de informação onde várias figuras discutiam política.
                Descalcei-me e sentei-me na esquina da cama. Ele não parava de um lado para o outro do quarto. A boa disposição dele e a incansável tarefa de me animar aquecia. O pormenor de haver um espelho por cima da mesa, virado para a cama, despoletou qualquer coisa no olhar do Colin. Observei-o a olhar para si próprio, enquanto que falava. Recostei-me para a cabeceira da cama e quase bati com a cabeça num quadro que aqui se pendurava. Tinha colocado ali por baixo todas as almofadas disponíveis. Cruzei as mãos em cima da barriga, assistindo ao início do espectáculo. Ao falar comigo em tom de brincadeira, ia-me provocando, a quente e a frio, ora colocando-se numa posição mais atraente e parada para o espelho, através do qual nos fixávamos no olhar, ora mudando repentinamente de assunto e começando a dançar ao som do silêncio. Aproximou-se de um dos lados da cabeceira e atirou-se para a cama, deitando a cabeça quase em cima dos meus pés, com uma das almofadas. Formámos um ângulo perfeito de noventa graus, sendo cada um de nós um eixo. Assim ficámos durante algum tempo, em conversa. Tirei-lhe o boné da cabeça e coloquei na minha. Da mesma forma, de tantos em tantos minutos trocávamos de posição em cima da cama. Já estava ele encostado à cabeceira e eu ao fundo. Aproximei-me para tirar outra almofada, mas não uma disponível. Queria uma que estivesse ocupada. Puxei uma das que lhe seguravam as costas, aproximando-me da cara dele, onde larguei um pequeno beijo que lhe interrompia as palavras. Sorriu e respondeu da mesma maneira. Continuávamos a discutir assuntos banais de forma consciente, mas já nos colocávamos em posições mais reconfortantes e íntimas. Cada vez mais perto. Muito perto. Não o suficiente!
                Os pequenos beijos foram sendo cada vez mais constantes. Por vezes, um deles demorava-se um pouco mais, tentando imitar os da noite anterior. As minhas mãos saltaram de alegria por finalmente poderem "picar o ponto". Comecei a percorrer as laterais de todo o corpo. Refugiava o meu nariz no pescoço. Trincava pequenos pedaços de pele. Quando passava de novo a minha cara à frente da dele, olhávamo-nos nos olhos. Dobrava-me sobre ele para o beijar, ao que ele respondia, esticando-se para a frente. Provoquei-o, lançando-me lentamente para trás e fazendo-o vir buscar o beijo. Passava o lábio superior em cada um dos dele, fazendo a língua aparecer de vez em quando e deixando um pingo de saliva que iria novamente buscar. Ele fazia exactamente a mesma coisa. É óptimo quando beijamos alguém que tirou o mesmo curso! Ali nada era forçado. Nada era sem tempo. Nada se deixava por tocar. Despi-me da cintura para cima e atirei a roupa para fora da cama. Puxei-o para mim e tirei-lhe da mesma área a roupa, com igual destino. A receptividade entre os dois estava ao rubro! Enganei-o, fazendo-o pensar que nos encostaríamos. Atirei-me lentamente para trás, percorrendo com a mão direita o corpo dele, dos ombros à cintura, a coxa, a perna, o joelho, passando por trás nos gémeos e terminando no pé, levantando-o. Deixei cair a cabeça para o fundo da cama. Agarrei o pé com as duas mãos e fui apertando por cima e por baixo com a ponta dos dedos. Massagei, ora com jeitinho, ora com força. Fechei os olhos a imaginar a cara que ele estaria a fazer. Percebia-se pelos pequenos gemidos que começavam a ecoar naquele quarto sem insonorização. Por um momento, indaguei se não teríamos "vizinhos" nos quartos ao lado. Despreocupei-me. Queria eu lá saber disso! Mudei para o outro pé. Entre os "É tão bom" e os "Sabe tão bem" que ia ouvindo, trinquei o meu próprio lábio, sorrindo de satisfação. O Colin decidiu massajar-me os pés também. De facto... é muito bom! Puxei o meu corpo mais para o centro da cama e coloquei uma das almofadas para me recostar. Olhava para ele, enquanto que ele me tocava. Pouco durou até ele atirar o seu corpo devagar para cima de mim. Beijámo-nos com muita técnica e astúcia. Levantei-me para me colocar sobre ele. E continuávamos. Ainda nos enrolámos algumas vezes, até ele ficar por cima de mim novamente. Começou a desapertar o meu cinto e desabotoando as calças. Aos poucos, foi puxando-as para baixo até mas tirar por completo. Enquanto isso, eu fazia-lhe o mesmo até ficarmos os dois completamente nús e de corpos encostados um ao outro. Segurei-o pelo fundo das costas, ponto este por onde ia controlando as várias posições dele, enquanto que rolávamos em cima da cama, como dois gatos a brincar em câmara lenta.
                O tempo passava e os preliminares persistiam. Apalpei tudo quanto podia. Chegava a tocar com a ponta de um dedo sítios onde talvez nunca lhe tenham tocado. Senti-me um pianista a tocar uma balada deprimente. O prazer era audível, pois os gemidos eram cada vez mais constantes e intensos. Por vezes, agarrava-lhe pelo queixo e observava a cara dele. Acariciava as curvas desta, percorrendo todo o crânio até à nuca. Ele foi descendo pelo meu corpo até encontrar a minha pila erecta que o esperava. Tomou-lhe o sabor e massajou-a com a língua, por vezes subindo o olhar para verificar se eu estava mesmo a gostar. E é claro que sim! Estávamos agora os dois de joelhos e frente a frente. As pilas tocavam-se e recuavam, ao responder a uma contracção de satisfação. Olhei para o espelho. Sorri e pensei que ele iria gostar do que vinha a seguir. Fi-lo virar-se de costas para mim e agarrei-o, tornando possível a visualização do nosso próprio desempenho. Ele mostrou-se contente com a situação. Com o meu peito, empurrei-o para baixo até nos deitarmos ao comprido, ficando ele com a cabeça pendurada para fora da cama, no fundo desta. Tentei tocar com cada centímetro da minha cara nas costas dele. Percorri a coluna dele com a ponta do meu nariz, largando pequenos beijos. Com os joelhos, afastei-lhe as pernas e acomodei-me no meio. Cheguei com a boca ao rabo dele e trinquei suavemente cada uma das nádegas. O prazer era notável, tal eu sentia o rabo a empinar cada vez mais. Agarrei-lhe os colhões com uma mão por baixo e de seguida a pila, rija que nem uma pedra. Com a outra mão, apalpava o rabo, começando a deslizar com o polegar para o centro... da minha atenção. Com a ponta do dedo, rodeava, rodeava, rodeava. Levei o dedo à boca, salivando-o. Rodeei de novo o buraco, que ficava cada vez mais húmido e descontraído. Deitei-me de novo em cima dele, e levei o mesmo dedo à boca dele. Agora a saliva era a dele. Voltei para trás e rodeei outra vez o buraco. Baixei-me e fui enfiando a ponta da minha língua lentamente lá dentro e à volta. O gemido e o apertar dos lençóis intensificou-se. Não faltou muito tempo até eu estar de novo por cima dele, agarrando-o pela cintura, e preparado para o penetrar. Aos poucos, a minha glande ia tocando e forçando a entrada. Os gemidos persistiam, sempre num tom baixo e com duração de dois a três segundos. Ao começar a entrar "em espaço alheio", lentamente e em movimentos calmos, sentia a concordância dele, que levantava a cabeça e tentava olhar um pouco para trás, como que a chamar-me para me aproximar. Assim o fiz, sem parar os movimentos. A pila entrava cada vez mais. A respiração dele já era ofegante demais para ser feita só pelas vias nasais. A boca tinha de permanecer aberta devido ao pouco ar que já se fazia sentir. De cara encostada um ao outro, apreciávamos o tapete do quarto. Nunca tivémos tanto prazer a olhar para um tapete...
                Um pouco cansados de estar na mesma posição, trocámos. Ele queixou-se que estava com alguma fome. Puxámos os doughnuts e ele começou a comer um. Abri uma das embalagens e tirei o doughnut, segurando-o com a ponta dos dedos. Empurrei o Colin para trás e deixei cair o doughnut em cima do peito. Baixei-me para dar uma trincadela. Fui segurado pela mão dele, dizendo "Espera...". Olhei para baixo e disse-lhe prontamente que o que ele estava a pensar fazer não ia resultar, pois o buraco do doughnut era apertado e frágil e que por isso iria logo partir. Mas ele, a rir-se e com uma insistência danada, foi introduzindo lentamente a pila no doughnut. Não sei bem como... mas a verdade é que foi passando, passando, passando sem se partir, embora se notasse a massa a rasgar um pouco. Ao chegar a meio, disse-lhe que já chegava e ele recostou-se para trás. Nunca pensei vir a comer um doughnut desta maneira, mas fui trincando pedaços à volta da pila dele, até ficar um bocado mais frágil que logicamente acabou por se partir, tirando o resto com a mão. O instrumento ficou coberto de açúcar, o qual não demorou muito a ser derretido pela minha língua, suavemente. Deitei-me de costas. Afastando-me as pernas, posicionou-se por cima, com um olhar maroto e passando a língua nos lábios. Assumi a personificação da Xenia Onatopp ("Bond Girl" e personagem do filme "Goldeneye", cuja particularidade era a de asfixiar homens com as pernas à volta do torax), apertando o corpo dele e puxando-o para mim. Conseguia sentir a ponta da pila dele a tocar no meu cú. Suavemente, ele foi-se baixando cada vez mais.
                Colocou uma almofada por baixo do meu rabo e desapareceu! Coloquei também uma por baixo da cabeça para poder ver o que estava a acontecer. Conseguia ver o cabelo espetado a subir lentamente e a tender tanto para a esquerda como para a direita. Subitamente, foram aparecendo a testa e as sobrancelhas. A língua dele fazia exactamente como eu lhe tinha feito antes. Suscitou-me a curiosidade e esperei ansiosamente para conseguir olhá-lo. Não deixei nunca de sentir a língua quente a tocar e a molhar toda aquela zona. E apareceram os olhos. Fitaram-se nos meus, a abrir e a fechar. Penetrantes. Sedutores. Foda-se! É o Colin Farrell! Se fosse mulher, teria o Colin no cólon. Eu tinha o Colin nos colhões!! Pouco depois, preparado para me penetrar, colocou-se em posição e foi entrando lentamente, enquanto que se dobrava para a frente para me beijar. De vez em quando, eu ia tentando levantar o corpo para chegar mais perto dele, ao mesmo tempo que lhe empurrava o peito com uma mão. Senti o prazer intenso ao tocar naquele corpinho com tudo no sítio. Assim continuámos por alguns minutos até ele parar. A excitação já era tanta que estava na hora de dar o assunto por terminado. Olhando um para o outro, questionámo-nos de "onde terminaríamos o serviço". Não poderia haver melhor escolha: coloquei-me por cima dele em formato sessenta e nove e masturbámo-nos um ao outro até "explodirmos" de prazer. Adrenalina pura a percorrer o corpo de cada um.
                Depois de um minuto de descanso em cima da cama, partimos para a banheira, onde tomámos um banho quente. Ele cantava enquanto que se lavava. Eu ajudava-o na lavagem, passando as mãos pelo corpo molhado. Encostávamo-nos um ao outro, beijando. Depois de secos e mal vestidos, fumámos um cigarro na varanda, sempre conversando. Pouco depois, deitámo-nos. Eram agora cinco e meia da manhã. De lado, agarrei-o, encostando-me às costas e com o nariz no pescoço dele. Meia hora depois, trocámos de posição e assim sucessivamente. Até adormecermos.

*****

                O sol raiou e a iluminação entrava no quarto por entre a abertura das cortinas. O despertador avisou-me que eram horas de aproveitarmos o pequeno-almoço que estava incluído na estadia. Fomos comer e, de volta ao quarto, fumar um último cigarro naquela varanda com a vista fantástica. Demos um último beijo antes de pegarmos nas coisas para ir embora. Parámos no sítio onde ele tinha deixado o carro dele e bebemos um café. Ainda permanecemos aí um bocado até nos despedirmos. Tomámos depois a mesma estrada para casa de cada um, caminho esse que se iria separar. Conduzíamos um atrás do outro, ultrapassando alternadamente. Sorríamos um para o outro em tom de gozo. À frente estava a saída para ele e a continuação da estrada para mim. Deixei de o ver.
                Até aqui, desde que acordei, isolei-me de qualquer pensamento. Assumi o facto de dormir com ele como algo perfeitamente natural ou até habitual. Agora que estava sozinho, podia pensar à vontade no que tinha acontecido. Comecei a relembrar cada momento, cada toque, cada olhar. Aos poucos, ia-me rindo sozinho. Cada pormenor me fazia rir, como se tivesse feito algo que nunca tinha feito antes. Um riso de vergonha. Um riso de parvoíce. Um riso por causa do doughnut. Um riso por causa do tapete. Um riso por ser o Colin. Um riso por causa das almofadas. Dou por mim a rir e ao mesmo tempo a verter lágrimas que me escorriam pela cara. Não fui capaz de me olhar ao espelho. Não quis perceber o que estava a sentir. Mas sei que estava longe de me sentir triste; muito pelo contrário.

                Ocorreu-me o facto de o ter desejado uma vez. Sei que o desejei sem saber de que maneira. Sei que também o desejava da maneira que se proporcionou. Não me recriminei por o ter desejado. Mas tive algo que desejei. Queria-o para mim. Foi meu. Mas porque não o foi quando esse desejo foi despoletado? Porquê agora? Por vezes, a satisfação de um desejo pode servir para percebermos que afinal não era desejo. Afinal podia não ser o que queríamos. Talvez fosse cobiça. Mas se fosse cobiça, eu não teria o mesmo interesse. Não me daria a tanto trabalho nem perderia tanto tempo. Nem teria tanto interesse. Portanto, o meu desejo de há vários anos atrás foi concretizado. A verdade é que não esperei que fosse desta maneira. Não desejei assim. Simplesmente desejei. E aqui jaz a moral da história. É preciso ter cuidado com o que se deseja pois, um dia... acontece.


escrito por: "Tuga"
                                                                                                                                 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Colega de Apartamento - Parte 2

(imagem retirada da internet)

Os dias foram-se passando e a nossa vida retomou o ritmo normal. De vez em quando Pedro despedia-se de mim com um beijo na boca mas fazia tempo que não dávamos uma. Afinal um homem daqueles teria as gatinhas que quisesse a arranharem-se para ficar com ele, sexo não faltava para ele, com certeza.

Sábado à noite era sagrado para ele ir para a noitada e comer umas miúdas boas. Ele arranjou-se todo, perguntou se eu queria ir, e eu, claro, disse que não e desejei que se divertisse. Saiu e eu fiquei ali no sofá a pensar nele, a lembrar-me da queca brutal que tínhamos dado há duas semanas atrás, fechei os olhos e fiquei ali a pensar em todos os detalhes, todas as sensações que havia sentido e não demorou muito para sentir um calor a me invadir e umas palpitações lá em baixo.

Fui para a minha cama, tirei minha roupa e fechei novamente os olhos a pensar nele. Sentia seu perfume perto de mim, passei as mãos pelo meu corpo pensando serem as suas. Belisquei meus mamilos durinhos e pontudos, levei-os à boca e lambi. Não dava para chupar mas conseguia lambê-los. Minhas mãos percorriam meu corpo, minha barriga, minhas coxas grossas e finalmente minha vulva. Já estava completamente molhada e quente, sentia meu coração bater nos meus grandes lábios e meu ritmo cardíaco acelerava.

Comecei a passar a ponta dos meus dedos sobre meus lábios, acariciei-os e afastei-os para tocar meu clítoris. Estava grande e duro, sensível ao toque. Molhei meus dedos em meus sucos e comecei uma massagem em círculos, enquanto que, com a outra mão, apertava meus mamilos. Uma onda de calor começou a invadir-me, meu coração batia mais forte, e eu só com meu pensamento naquele corpo quente em cima do meu, a socar o seu pau maravilhoso dentro de mim. Estava tão concentrada que nem me apercebi de nada, apenas abri os olhos e vi Pedro na porta do meu quarto, a observar-me. Quase morri de vergonha. Puxei o lençol e cobri-me, como se ele nunca me tivesse visto nua. Ele sorriu e entrou no quarto.

- Pensei que tinhas saído. – disse eu, tremulamente.
- Pois, mas desisti de ir e voltei. Amiga se eu soubesse que estavas assim nessa seca, nem tinha saído.
- É… acho que vou ter de comprar um brinquedo – e ri
- Enquanto tu quiseres que eu exista na tua vida, não terás de comprar um brinquedo nunca, eu serei o teu brinquedo.

E imaginem se eu não queria um brinquedo daqueles…

Pedro tirou o lençol de cima de mim, passou suavemente a mão sobre o meu corpo e pediu-me:
- Agora continua o que estavas a fazer, quero ver o que fazes quando estás sozinha.

(...)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Colega de Apartamento - Parte 1

(imagem retirada da internet)


Depois da minha separação, fiquei completamente sozinha com uma casa para cuidar e despesas para pagar. O meu salário até era bom, mas precisava de uma companhia para não me sentir uma abandonada no mundo sempre que chegasse a casa.

Tinha um amigo que dividia apartamento com outros e convidei-o para morar comigo, já que a minha casa tinha 2 quartos.

O nome dele era Pedro e ele já era meu amigo há muito tempo. Pedro era daqueles rapazes perfeitos: uma carinha linda de morrer, corpinho sequinho, mas não musculado, tinha quase a minha altura, era mesmo o meu número, e ele vivia cheio de miúdas em volta dele, sempre a ligar, e tinha uma namorada nova todas as semanas.

Era principalmente um grande amigo, mas confesso que ele me dava aquele calor, tinha uma atracção enorme por ele mas acho que ele nunca desconfiou. Tudo era desculpa para eu lhe tocar, quando ele me abraçava bem forte eu quase que me vinha, era uma loucura. Nem queria acreditar que ele iria morar comigo, isso não ia prestar…

No final de semana seguinte ele pegou as trouxas dele e mudou-se. Como uma boa amiga, ajudei-o a arrumar as coisas no quarto, até que nem tinha muita coisa além da roupa.
Acertámos alguns pormenores de lide da casa e contas, mas nada demais, entendemo-nos em poucos minutos.

Os dias foram passando e a nossa convivência era cada vez melhor, a gente ficava no sofá da sala a ver TV e a conversar até tarde. No fim-de-semana virávamos a noite a contar as nossas histórias. Eu estava feliz da vida com aquele pão a morar comigo. Com o tempo fui me mentalizando que nunca iria acontecer nada, ele tinha o maior respeito por mim e nunca avançaria, além do que, eu não sou nada o tipo de mulher com quem ele ficaria. Ele curte mulheres mais bonitas e jeitosas e eu estava um pouco fora de forma, ele adorava uma mulher bem arrumada e eu não queria nem saber de maquilhagem e salto alto.

Numa bela sexta-feira a noite ele arranjou-se para sair e eu estava no sofá em t-shirt e calções bem curtos, a ver TV. Convidou-me para sair com ele mas não fui, então ele falou que não iria sem mim, foi ao quarto, arrancou a roupa, vestiu uns calções e apareceu na sala com duas cervejas geladas. Insisti para que ele fosse se divertir, mas ele falou que preferia ficar ali a curtir a minha companhia do que ir para o bar engatar uma gaja qualquer. Fiquei chocada por um homem daqueles trocar a saída de engate de sábado à noite, para ficar ali comigo…

Conversa vai, cerveja vem, já estávamos na guerra do comando da TV, rindo como duas crianças, naquela brincadeira gostosa e descontraída. Aí escondi o comando debaixo do rabo e ele ameaçou ir buscar. Eu ri e desafiei-o, pois sabia que ele não seria capaz de fazer isso…engano meu. Quando eu vi, ele já estava em cima de mim, com uma mão perto da minha cabeça e a outra debaixo da minha bunda, à procura do comando. Rimos e rimos e de repente a risada parou. Ele estava completamente colado em mim, com aquele corpo delicioso e a sua cara bem perto da minha. Engolimos em seco e ficamos uns segundos nos olhando meio tontos e constrangidos. Só sei que em meros segundo, ele estava-me a beijar. Um beijo bem meigo e doce, enquanto passava a mão pelo meu corpo, contornando meu braço, o meu rabo, as minhas pernas. Beijei e beijei, até ficarmos sem ar. Aí ele acordou e saiu de cima de mim pedindo desculpa. Eu disse que não havia o que desculpar mas que estava confusa, como ele que adora miúdas jeitosas, tinha tido aquele vipe naquele momento. Ele não soube explicar, disse que já fazia um bom tempo que se sentia atraído por mim, que eu tinha algo que o deixava desconcentrado e que o seu coração batia mais forte quando estava perto de mim. Aí aproveitei que era para chutar o balde e falei logo que tinha a maior tesão por ele desde que o conhecia e que há meses que desejava rolar na cama com ele. Ele se aproximou de mim e beijou-me novamente, pegando-me pelas costas e puxando-me bem para ele. Aquele corpo lindo, bem quente colado em mim, eu nem queria acreditar. Ele tinha uma pegada daquelas que deixam a gente molhada só no beijo.

(...)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Um amigo vivido - Parte 3


(imagem retirada da internet)

 Sábado de manhã fui acordada delicadamente com suaves beijos e uma respiração quente na minha nuca.
- Bom dia meu amor, minha doçura…
Era incrível como apenas a voz daquele homem me punha doida.
Só de sentir a respiração dele na minha nuca enquanto proferia aquelas palavras, quase gozava. Meus pêlos todos se eriçavam e ele deleitava-se com isso, passando a ponta dos seus dedos por todo o meu corpo, arrepiando-me ainda mais.

- Tens o meu cheiro ainda, princesa…o cheiro do nosso amor.
E era verdade, apesar do banho que tínhamos tomado, o cheiro do sexo parece ser algo que teima em não largar dois corpos que se amaram.

Virei-me de barriga para cima e vi o rosto de Rui inebriado de felicidade, com olhos cintilantes, diria meio apaixonados. O homem que na noite anterior me montava como uma cadela, agora olhava para mim como um tonto apaixonado. Deixei-me levar e sorri. Baixou seu rosto até ao meu, e deu-me um terno e doce beijo. Depois deixou-se ficar em silêncio, afagando levemente o meu corpo branco, apenas passando as pontas dos dedos sobre ele, sobre todo o meu corpo.

Passou os dedos sobre meus seios, desenhou círculos nos meus mamilos, que rapidamente corresponderam às carícias, ficando apontados e rijos. Beijou-me deliciosamente, lambendo, beijando, sorvendo com a maior calma do mundo.

Era um outro Rui que acordara junto a mim essa manhã.

Demorou-se vários minutos em torno dos meus seios, dando-me um prazer gradualmente delicioso, que aumentava calmamente a cada toque. Enquanto ele me tocava, coloquei a minha mão na sua nuca e acariciei seus cabelos, suas costas, dei leves passadas com minhas unhas e senti-o também arrepiar.

Rui posicionou-se por cima de mim, apoiado em seus cotovelos, beijou-me suavemente os lábios, os olhos, o nariz, deslizou para o pescoço, passou por entre meus seios, meu umbigo, meu ventre… depois passou para o interior das minhas coxas, beijou as covas atrás de meus joelhos, meus tornozelos, e dava beijos demorados em todas as partes do meu corpo. Naquele momento senti que estava de facto a fazer amor, não sexo, senti-me verdadeiramente desejada como mulher, como ser, não como apenas uma fêmea no cio.

Toda eu palpitava de desejo quando ele finalmente se deteve na minha vulva, depilada, mostrando todos os seus recantos. Beijou-me por vários minutos e já ansiava o toque áspero da sua língua. Beijou minhas virilhas, meus lábios e foi assim por vários minutos, com bastante calma, deleitando-se com cada toque, com cada odor. Acabou por ceder a todo o desejo e começou a lamber os meus lábios, abriu-os com os dedos, deixando o meu clítoris a descoberto e lambeu-o. Primeiro com movimentos suaves, depois aumentou um pouco o ritmo, fez alguns movimentos circulares. Passou os dedos na minha xana e, pela facilidade com que os senti escorregar, percebi que já estava completamente húmida.

(...)

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Um amigo vivido - Parte 2



(foto retirada da internet)

Após aquele primeiro encontro escaldante, sentia-me uma nova mulher. Descobrira que o sexo pode ser realmente maravilhoso, transcendente, louco.

Rui era um homem experiente, e após todos os olhares trocados no passado, aquele encontro foi o realizar de um desejo profundo, foi o culminar de todo o tesão que sentíamos um pelo outro há tantos meses. Agora, ambos divorciados, podíamos nos entregar a essa libertinagem, sem culpas.
Ele havia-me dito que poderia lhe ligar quando quisesse vê-lo, e foi logo no dia seguinte. Estava possuída por aquele homem envolvente e queria estar com ele novamente. Então liguei-lhe:
-Olá Rui, tudo bem?
- Tudo meu amor, então o que fazes?
- Sabes, tenho saudades tuas, podias passar cá em casa hoje…

E desligou o telefone sem ao menos me responder. Não fiquei zangada, fiquei excitada, isso queria dizer que estava tão ansioso para me ver, como eu a ele.

Tomei um banho rápido, vesti uma camisa preta de renda e um roupão de cetim preto a combinar. Desta vez vesti uma cuequinha, preta também. Mal tinha acabado de me arranjar, tocou à campainha.

Abri a porta e lá estava ele, cheiroso e arranjado como sempre. Rui era incrivelmente bonito, era magro e enxuto e já tinha alguns cabelos grisalhos, mas tinha um charme, uma presença estonteante e uma voz que embriagava os meus sentidos.

Entrou sem cerimónia, fechando a porta atrás dele e mergulhou a sua boca na minha. Pouco depois disse-me:
- Nunca pensei que fosses tão insaciável, ainda ontem estivemos juntos e já me chamas hoje?
- Deixas-me louca! Quero mais!

E voltou a beijar-me, passando as suas mãos por todo o meu corpo. O roupão de cetim ficou logo ali no chão na entrada. Por entre beijos e tiradas de roupa, fomos indo para o quarto, onde apenas tinha deixado algumas velas acesas, gosto de luzes ténues.

Ele atirou-me na cama e tirou as calças, deitando o seu corpo sobre o meu, pressionando aquele pau já duro contra a minha vulva. Adoro ser roçada por cima da roupa, dá-me uma tesão enorme, e a minha loucura já subia.

Dei uma chave de coxas nele, pressionando mais ainda a sua pélvis contra a minha, enquanto ele sorvia o meu pescoço, descendo para os meus seios, que já despontavam por debaixo da camisa. Ele lambia e mordiscava a minha camisa, enquanto se roçava em mim, dando fortes socadas nos meus lábios inferiores e no meu clítoris. Tudo aquilo me deixava cada vez mais doida e inebriada.

(...)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Um amigo vivido - Parte 1


(foto retirada da internet)

Havia-me separado há poucos meses e, após lamber as minhas feridas, apercebi-me que desde a separação não tinha sexo algum. Estava na hora de levantar a cabeça e assumir a minha nova vida de mulher independente.

Tomei um bom banho, vesti uma blusa branca, quase transparente, uma saia preta, arranjei-me e perfumei-me, entrei no carro e saí à luta.
Não estava disposta a ir para a cama com o primeiro que aparecesse, pois não é do meu feitio, queria alguém que já conhecesse e com quem tivesse acontecido já um olhar, um clima.
Lembrei-me do Rui.

Um homem um pouco mais velho, tinha os seus 45 anos, mais 20 que eu, mas isso não me incomodava, até me atraía, sempre gostei de homens mais velhos, eles sabem como agradar uma mulher.
Rumei ao bar. Pedi um café e sentei na área de fumadores. Comecei a rever todos os olhares cúmplices e expressões íntimas que partilhámos no passado, sem me dar conta uma sensação de desejo enorme já me invadia, sentia a minha vulva em compassos e a ficar húmida. Puxei de um cigarro e procurei o isqueiro, de repente ao meu lado surgiu um braço esticado com um isqueiro aceso, enquanto ouvi:
- Então meu amor, estás por aqui hoje?

Era o Rui, ele sempre me tratava por "meu amor", mesmo quando era casada, era um tanto ao quanto sem malícia, eu era uma pessoa fácil de se gostar e recebia sempre muito carinho das pessoas.
Virei para olhar a boca de onde saiu aquela voz profunda e rouca, que tanto me arrepiava, e lá estava ele, com aquele sorriso meio inocente meio devasso, como sempre teve.
Deu-me dois beijos no rosto, sentou-se à minha frente e acompanhou-me com um cigarro. Ficámos uns instantes a trocar ideias, contei-lhe que me tinha separado e para minha surpresa/deleite, ele também havia se separado da esposa. Tal como eu, fora traído.

Aproveitei a luz verde para o provocar, alguns olhares, uns sorrisos e o clima estava instalado. Ambos sabíamos o que se andava a passar há meses e agora tínhamos carta-branca para o fazer. Inesperadamente, numa atitude que por momentos me surpreendeu, disse-me:
- Sabes, que lá fora há uma máquina onde podemos jogar um pouco? Fiquei surpresa, jogar? Será que ele afinal é tão infantil como todos os outros? Mas fui, podia ser que rolasse algo, já que íamos estar sozinhos.

Lá fomos, havia de facto uma dessas máquinas de “touch-screen” e um banco alto, daqueles de bar. Ofereceu-se para me guardar a bolsa e convidou-me a sentar. O banco tinha uma altura aceitável para tudo o que me passava pela cabeça, mas tinha de me acalmar, pois ele parecia não estar ainda na mesma onda. Voltou-se para trás e fechou um biombo que lá estava encostado, o meu coração disparou de imediato…

Aproximou-se de mim, e colocando-se em pé entre as minhas pernas, agarrou-me e beijou-me sofregamente, como num concretizar de algo preso há muito tempo. Sentia o seu membro próximo da minha vulva, a ganhar volume, e eu cada vez mais húmida.

Desapertou a minha blusa, desviou o meu sutiã e sorveu os meus mamilos com uma volúpia inigualável. Eu ficava cada vez mais louca e molhada.


(...)

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A massagem


(foto retirada da internet)


Foi um dia cansativo. Tinha trabalhado muito e estava moída de puxar tantas paletes. Ele sempre chegava depois de mim, pois saía mais tarde do trabalho. Eu já estava na cama, a ver televisão, depois de um belo duche e um bom lanche.

   Ele chegou, deu-me um beijo e despiu a roupa do trabalho, ficando só de cueca em cima da cama. Ele sempre espera o intervalo da novela para ir tomar banho. Depois do banho, vestiu uma cueca lavada, o calção e chamou-me para fumar um cigarro.

   A noite já ia longa e eu já estava bem aviada para dormir, já passava da meia noite e eu levantava cedo no dia seguinte. Pedi-lhe que me fizesse uma massagem nos pés antes de dormir, e ele concordou. A sua
única condição era que eu tinha de me virar com os pés para ele e com a cabeça para os pés da cama para ele não ter de se mexer muito, e eu assim fiz...

   Ele pegou no creme e começou uma deliciosa e relaxante massagem. Eu cheguei a fechar os olhos de tão gostosa que era. Quando ele terminou a massagem, eu deixei-me ficar um pouco a curtir aquele alívio, de olhos fechados. Comecei a sentir a mão dele no meu sexo. Abri os olhos e  dei uma risada. Tentei fechar as pernas e deitar-me direita na cama, mas ele pediu-me que eu ficasse assim e que o deixasse brincar um pouquinho com ela. Eu relaxei e deixei-o brincar.

   Começou por passar a mão, massajar e apertar, por cima da roupa. Pressionava o meu clítoris com o dedo e passava a mão em toda a sua extensão, enfiando o pano dos calções dentro dela. Aí, acabou por se cansar e arrancou os meus calções e as minhas cuecas, para brincar melhor.

(...)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Berma de estrada

(foto retirada da internet)


Esteve um dia lindo. Uma quente e abafada tarde de Agosto, e o fim de tarde prometia uma noite fabulosa. Luis disse que tinha vontade de sair. Tinha de aproveitar, pois é coisa rara, ele é muito caseiro. Fui tomar um duche rápido, antes que ele mudasse de ideias.

Enquanto ele tomava duche, eu aprontava-me para sair, a noite prometia, embora eu não soubesse o que ele planeava para nós.

Coloquei a saia bege abaixo do joelho, que ele adorava, e vesti a blusa rosa que ele comprara para mim. Calcei uma chinela preta, para me sentir confortável, pois não sabia o quanto ele tencionava andar. Acabei de me aprontar e esperei por ele na sala. Ouvi ele sair do banheiro e ir para o quarto se arranjar.

Quando surgiu na sala, trazia uma calça social, uma camisa branca e um sapato preto. Estava muito sensual. Os seus olhos brilharam quando olhou para mim, agarrou-me com paixão e deu-me um beijo quente e apaixonado. Peguei na mala e saímos em direcção ao carro. Já tínhamos andado um pouco, quando Luís decidiu pôr a mão na minha perna, começando a subir lentamente a minha saia. Procurou o meu íntimo e acariciou-a por cima da lingerie. Eu retribuí o carinho, colocando a minha mão no seu volume, por cima das calças. Tentei não me empolgar, pois tinha receio que ele perdesse a direcção.
A dada altura, ele decide parar o carro na berma da estrada.


(...)